sexta-feira, 24 de julho de 2015

Amor em tempos e no campo de guerra

O quanto me arrependo por amar a quem não deveria,
Nem conseguir esquecer nem de noite e nem de dia
Alguém que me retribuir o possível jamais poderia.

Tu foste amor sim e de todos o mais completo e puro,
Te digo com verdade, quanto amor eu te tinha e juro.
Ainda assim foste considerado demasiado errado,

Não por mim, mas por ti mesmo e o mundo injusto,
O que faz todo homem sem coração e bruto
Escravo na masmorra dos tantos condenados.

Queria ver a esperança crescer livre nestes campos,
Que não houvesse dor nem o calado pranto
De quem não tem céu, nem chão e nem manto.

É este amor ridículo que move moinhos
E mesmo quando estamos muito sozinhos.
É então que me arrependo e muito não me arrependo

Por ainda te amar e te odiar em segredo,
Neste campo de batalha ainda tenho medo,
Mas no sonho e no poema estou lutando e vencendo. 


Luiz Rosa Jr.