quinta-feira, 30 de abril de 2015

Nossos desejos, vãos ou não por existir?

Morreremos inda com o desejo das palavras,
O beijo dos ventos, o delírio das fadas,
A não sepultura do momento.

Pois o tudo não será dito e nem um invento
Mesmo quando inda estivermos todos vivos
E atentos aos nossos brados bravos ou brandos escritos.

Nenhuma palavra ou verso é algo o bastante
E nunca vos digo, em nenhum instante
Há de ser por ser um desejo

Tão explosivo diante do que o faz o ensejo
Que de dentro hora p’ra fora vem a se dizer,
E me pergunto, do que valem os versos de qualquer ser?

Inquieto me ponho a questionar poetizando
Por muito ou nada valer só dizer ou poetizar,
Mas se há engano que haja no sonho de um concretizar.


Luiz Rosa Jr.