segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pássaros da Tempestade

Não me sais do pensamento, esquecer-te tento,
Mas não sei se trazes a alegria ou o sofrimento,
Pensar que seja possível
Ou mesmo terrível

Não ser possível um contentamento e entender,
O amor talvez seja navegar ora a tentar vencer
Uma tão forte tempestade
Duma adversidade

Confusa, encantadora, e seus mágicos raios rápidos cruzam
O oceano como aves brilhantes explodindo sentimentos
Sonoros e inexplicáveis, que só me conduzam

A um porto logo, pois estou perdido, porém também atento,
Não sei se amo, e nem sei se assim tal se pode chamar
Decerto o que navego ou o que somente tento,

Certas vezes penso que não cabe a mim reclamar
Se apesar de tudo, e tudo, e apesar de toda esta trovoada

E guerra travada há inda num momento a revoada
De pássaros quais feridos não desistem de buscar e amar.

Luiz Rosa Jr.