terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sina

Meu tempo passa fugazmente ao sopro do vento,
E posso ouvir canções das inundadas e desertas,
Inclusive a desta nossa vã era e seu movimento.

E nesta procura de respostas inda inalcançáveis
Vou-me como aqueles os mesmos inúteis poetas,
Pobres loucos cantantes tais outros incontáveis

Sem saber o paradeiro e os rumos dessa vida
Como se a mesma os dissesse e revelasse
Teus mistérios no enigma que guarda os teus dias.

Cavalgo com o tempo e com o conhecimento
Que tão pouco me valem pelos impasses
E incertezas ao rompimento deste mesmo tempo.

Talvez cometa os mesmos erros do passado
Alma imortal errônea d’infeliz embriagado
No sentir nu de agora ao verso ligeiro expressado.


Luiz Rosa Jr.