domingo, 13 de outubro de 2013

Sempre vãs devoções

Meu amor, a minha alegria, por onde tu andas?
Se não és o sol que levantas
Eu de mim nada sei....


Pensei em ti e tolo nem devia, de novo pensei,
Pois nunca foste companhia,
A segura que queria.

O que és assim como o que é o Amor?
Há séculos uma flor de pavor
Plantada no coração dos homens,

Tão crianças, na ingenuidade jovens
Tão absurdamente por sentir.
É muito ruim p’ra si mesmo mentir

Mas quantos p’ra si mentiram em vãs devoções
No suicídio louco e rouco por gritar suas emoções
Suspirando e acreditando em anjos sem corações.

É certo o facto que quanto mais nos arrastamos
Mais humilhados somos. E diga, por quem somos?
Por quem, amor? Ironia? Por quem mais amamos?

Não exijo nada da vida e há poucas inspirações.
Não busco ilusões mesmo quando busco corações,

Mesmo quando busco destes as verdadeiras ações.


Luiz Rosa Jr.