sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cartas Náuticas, Malditas, Necessárias.

Velas acesas na chama de eras e corações,
Velas do mar maldito, porém aventureiro de paixões,
Bebida forte a levar do mar de África a Irlanda sem não.


O que reclamar e sem cessar te dizer então?
Não quero mesmo ir nesta navegação de vida cruel,
Mas faço a pergunta: qual seria a visão perdida do céu?


Todo horizonte de longe sempre parece ser mais belo
E não reparamos os muitos montes quais são seus elos,
Às liberdades da vida estão nossos obstáculos tão ligados.


Ai obstáculos que são como fogo, o responsabilizado
Pelo nosso sapateado, e batemos os pés para apagá-lo.
Apesar este fogo é necessário para a cada cantar do galo


Haver emoção e dança a mover a vida e os dias,
Estamos no mar a navegar, a noite é fria.


Que o fogo a arder das incontáveis velas acesas,
Estas quais também são nossas estrelas,


Nos aqueça, e nos deixemos pois seguir e vê-las.

Luiz Rosa Jr.