sábado, 5 de setembro de 2015

Voo leve do pensamento

Uma palavra basta,
Uma palavra casta, 
E então tudo já se alevanta, 
No pensar a mansa pomba  

E tantas numa tanta, 
Uma sombra tomba, 
Reflexo da cortina da janela 
E posso ver a transparência  

Tingindo o voo dela em um céu de costura já nela, 
E vi leve e sutil e singela aquela,  

No coração passagem uma queda, uma dolência, 
Somente um outro voar vence-a.   

Como qualquer passageiro feito um adolescente 
Deste presente recente  

Receio hoje por qualquer cadente ressentimento 
Que pese minha mente,  

Pois tão delirante ou pensante aqui neste recinto  
Eu me fujo velozmente,  

Diria em suspiros que só recentemente sinto   

As pombas livres e as leves do pensamento. 

Luiz Rosa Jr.