quarta-feira, 21 de março de 2012

Passageiras Personas

Muitos passaram, porém, aqui não puderam ficar e estar
Por não poder dizer nem demonstrar, e me vem restar
A atitude de deixar passar, laços cortar rápido
Para não me ferir e fazer de feridas um hábito.

Maldita vida! Porém, forte me faz, também doente
Na dor de muitos viventes dum túmulo sem presente,
Futuro ou sonhos possíveis, os sonhos são sonhos apenas,
Por isso constantes no pensamento e na vida de cenas.

E quanta dor a sentir pelos quais passaram às centenas,
Não os pude retribuir como também não me puderam.
Ah! Esse poema é dos lamentos que esperam
Serem ouvidos como sinfonia que eles geram.

Sinfonia de quem não se encontra nunca por sina
Que se destina e não se deixa encontrar companhia.
Talvez seja o platonismo isso qual leva não haver encontro
Ou talvez seja o tempo, quando a gente vai estar pronto?

Luiz Rosa Jr.