sexta-feira, 12 de abril de 2013

Canções de Infante

Vou recolhendo os enigmas em mim
Nas descobertas de um querubim                                             
Que quer regressar aos encantos e pureza de uma criança,
Aquela qu’em nós faz-se crepúsculo, folha não verde de aliança.
 
Criança aquela dos jardins secretos                                                       
Que agora pouco relembra certos
Sorrisos e sussurros na chama velha de corações abertos.
O que arde no frio desses novos tempos e do futuro este perto?

Quero ouvir de novo canções com o coração infante
Valsando com os sinos dos ventos, eternos cintilantes,

Perto agora que estou a morrer dum tal quieto tédio
Do que mata muitos todos os dias dos santos e sérios.

Não quero entender mais nada, pois só o nada faz-me sentido
Nem quero me atrever humanamente realista, entristecido.

Guerras constantes se travam neste engarrafamento de gente,
Por isso quero os jardins d’infante e quero a pura semente.

Luiz Rosa Jr.