terça-feira, 26 de março de 2013

Ecoante melodia dos ventos em jornada...

Ecos vem chegando como se de hábitos estalos metálicos,
Hálitos de brisas simpáticos
Chegando então de leve numa levitação de bruma,

Essa abstração que se estende é do mar costeira espuma
Ecoando os ditos devaneios
Repetidos, incontidos, vozes dos ventos e anseios

Mansos, são seios pulsando fortes na natureza do instante,
Essa natureza de todo ser humano de ser um amante.
Ecos que vão p’ro sul, voltam p’ro norte, os céus escurecem,

Uma chuva fazem cair com trovoadas, esses ecos descem
E vem logo subir fugidios abstraídos num ar brumante
Que acampa e cobre sobre este rio que é mar de navegante

Louco, desenfreado. E para onde vocês hão de me levar?
Para onde hão de me mover? De novo descer, subir, elevar?
Perturbado a falar com os ventos não cansei de perguntar,

Então me responderam: deves os ecos, as notas ajuntar
Conforme segues a música, tu hás de formar bela melodia,
Mas não uma qualquer, será aquela que se sonhar podia,

Doutros tempos, aquela que se sonhar fazia, e todo o dia.

Luiz Rosa Jr.