domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Violinista

Um violinista e seu sonho impossível de andarilho de nuvem,
Imagina ele voando uma colorida estação de trens,
E lhe falo: és um louco, deixa de sonhar, é só o duro trabalho que tu tens.
Como se não me ouvindo continua a tocar brando enquanto vem.

Como pode isso? Quanto atrevimento tem sua doce canção
Enfeitiçante dos pássaros e até das ondas do mar.
Estou ficando louco ao ouvi-lo? Como pode pulsar assim aquele coração?
Não, não, eu não quero ouvi-lo nem deixar suas cordas me tomar

De modo a me inundar, essa música é como água marítima, 
Nos faz afogar enquanto soa muito rítmica
Com forç’arrebentadora a nos envolver e arrastar para o fundo e para a beira.

Sua insistência é evidente, e sua paz inquestionável passeia
E não consigo parar de seguir a luz que se manifesta com paixão e amor,

Meu peito chora, meus olhos atônitos e explosivos tem ardor,
Tremor, calor, frio no meu ser se acham enlouquecidos já sem entender.

Então eu acordo, percebo lágrimas lá fora, o olhar perdido,
Onde estará o violinista que fez me render
A sua canção mágica? Mesmo que não o encontre jamais se fará esquecido.

Luiz Rosa Jr.