sábado, 16 de outubro de 2010

Tua poesia à harpa da palavra, ao som dizia...

Posso escrever às cordas
Como no passado ao instrumento
Do coração que faz música, verso, sentimento,

E tu decerto sim importas
A minha canção, és o movimento
Na fonte de águas a ir ao teu encaminhamento.

Posso sentir tão docemente no lago
Fluir a lembrança que torna o tempo menos vago
E reacendi as horas como se muito infinitas

Ao sabor de tua presença assistida,
E se vou movendo a harpa do tempo e se volvendo
As cordas do mesmo em acordes repetidos,

Estes mesmos a serem agora lidos
Ora querem dormir digo, ora querem acordar repito
Ressoando meros ecos indo despercebidos.

Luiz Rosa Jr.