quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Frenesi

Como na chuva dança
E faz cristal em cascata
Que ligeiramente avança,
E tudo que cheira frescor arrebata,

Como dança, (Deus!) como me lança
A entrega que me rega,
Abaixo de teus pilares
Pouco necessito dos claustros, dos lares.

Contentar-me de ficar nesse recinto
À janela sufocando-me o cinto
Das calças, ---- não, não sinto frio
Nem tão pouco resfrio.

Respiro (---- sim!), respiro
Tudo, (---- liberdade!) que é vida,
De todas que nesta vivi a atrevida,
Frenético frenesi, patético espirro. . .

Luiz Rosa Jr.