domingo, 4 de janeiro de 2009

Confuso Frenesi Dum Poeta

E valsa um coração pela noite fria,
E que canção bela dança, e suspira, a melodia
Elevante e lançante se ao precipício,


E dança confuso, sozinho e no frio,
De tantas e tantas repetições aqueles acordes
Parecem arrebentar pedindo acorde


O infinito e o vazio, mas pouco suficientes
São as cordas dum violino ou dum instrumento
Qualquer, e de qualquer sentimento,


São voltas e voltas e voltas repetidamente
Dum jovem dançando e cambaleando bêbado
Por bebida nenhuma, e apaixonado,


E tanto, por demais, e por coisa nenhuma,
E se vai, e se vai, e valsando errante peregrino,
De um lado ao outro vai assim tão louco o menino,


Vai-se um jovem peregrino, e por estrada, alguma.


Luiz Rosa Jr.