domingo, 4 de janeiro de 2009

Alba

Ah!. . . O cântico embeleza a manhã,
E predomina primorosa sinfonia. . .
Ouvida n’alvorada obra amanhã,
Companhia corada cobra minh’agonia.

Abro peito como diários firmamentos
Feitos de azuis que os pássaros tocam,
A Alba meus suspiram evocam
Com lábeis lábios sedentos.

Sonhos perpetuam tão cedo!. . .
O ar amanhecido dissipa o medo,
Frescor perspícuo comove a fonte,
Lagrimejando ela pede: ---- Não conte!. . .

Pobre harmonia no tempo perdida!. . .
Por isso choram as nascentes,
E gemendo cantam a despedida
Daqueles pequenos sóis crescentes.

Luiz Rosa Jr.