sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Navegar para lugar nenhum, nossa insistência antiga e maldita

Dos amores impossíveis sem jeito
Daqueles a arder e bater, queimar no peito,
Amar e odiar por tanto amar sem sentido

Pois junto deste nada é mais que confundido,
Visão cega, coração, alma, eu aflito.
Como amar e desejar assim? És maldito!

Amor és maldito! És do desejo que castiga
E sem piedade condenas a vagar por esperança,
A que deveria morrer de tão antiga,

Ingênua esperança das apaixonadas crianças.
O que fazer para deixar de sentir?
O que fazer para poder viver sem ti? É de rir

Estar na situação dos loucos amantes,
Na doença incurável das almas desejantes
De amar e amar como se nunca antes.

Levem-me daqui, levem-me para esquecer.
Quero navegar para lugar nenhum, descer
O oceano para encontrar um outro e livre ser.

Luiz Rosa Jr.