quarta-feira, 10 de julho de 2013

Tintas e raras matizes a percorrer o céu

Vamos em busca dum luminoso céu
Pintando com o melhor pincel,
E vamos e evolamos

Como pombos livres ao firmamento
Assim sem o aborrecimento
Nenhum, e cantamos

Das canções aquela que é a terna lanterna
Em noites de penumbra que nosso peito aperta.
Voamos com a sensação

Eterna de fazer sonhando raríssimos giros
De nos arrancar perdidos e passados suspiros
Ao compasso do coração.

E vamos, nos vamos a deslizar na nuvem.
Observe quão leve é o sonho que até surgem

Catedrais com sons, observe, já se ergue
Do chão tudo livre de mal e dor que persegue.

Há voos de nuvens em deslizes
Fazendo um quadro de matizes.

Luiz Rosa Jr.