quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Árvore do Tempo

Janelas antigas de lembranças
Que passam na leveza de tantos ventos,
Defronte a uma árvore uma criança
Sem pensar qual será a dança

Que moverá fluente todo intento
Seu assim como os galhos altos e rasos
Que contempl’ ao balanço dos raros,
Suas raízes estão ali no tempo,

Nas danças inconstantes e movimentos
Passados e futuros que se fazem presentes
Diante dos dias que só se seguem rentes.

A árvore vive, porém como tudo morrerá
Por conseqüência das estações inevitáveis
Que se tem que passar ao cantar de vez

Do pássaro raro e passageiro, se saberá
A criança desse cantar envolto em segredo
Do tempo, só se viver o seu mero enredo.

Luiz Rosa Jr.