domingo, 4 de janeiro de 2009

Duas Torres

Aquelas torres com os sinos por entre 
As nuvens, seus sons no ventre 
Dos ventos. . .no meu ventre de poeta. 


E naquelas altas torres relógios mágicos 
A marcar fugidas horas do ilógico, 
Nem marcam as horas certas. 


E junto com os badalares de encanto 
Suspira o que sugeria: a valsa 
Embalando, embalando, uma alça 


Põe-me a subir em espanto 
Velejando eu mesmo: um barco 
À vela, fazendo a trajetória como um arco 


Que faz ponte de torre em torre. . . 

Sino em sino. . .


Luiz Rosa Jr.