quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Café de um dia de chuva

O mistério por entre as nuvens de chuva, 
Passam rápidas em fuga  
Sem ser reféns de ninguém.   

Há um tempo, um céu e vento que retém, 

E eu vendo sinto um bem 
Frescor não sei de onde vem.  

Éolo dança na grama do campo, 

Movimenta a relva e altas árvores enquanto 
Eu sozinho me ponho a escrever, pensar, divagar...  

Não sei se tão veloz ou devagar. 

A chuva rítmica e tímida vejo tomar a cidade, 
E já destemida tem com a ventania cumplicidade,  

Enquanto chove o café saboreio, 

Não qu’esteja tão bom, mas inspiração veio, 
Qu’inunde meu peito pois preciso em versos vê-lo.   

E as nuvens continuam passando... 

Queria acompanhá-las mesmo pesadas no firmamento,  

E no tão logo momento chegando 

Desaguar em raios às nascentes do rio do pensamento.  

Luiz Rosa Jr. 


1.Éolo: na mitologia grega é a personificação divina dos ventos ou tradicionalmente conotado como a divindade que origina e regula os ventos, o deus dos ventos.