terça-feira, 28 de julho de 2015

Em si nos ventos dos sonhos

Sino do sono que toca no ar,
Em si o ensino ao silêncio,
Sim tu ensinas ao tempo a ter um segundo para te ouvir entoar

E nosso orgulho ele vence-o,
Já com arpejos no coração
Acalentas com calma a nossa alma alando-a na palma da mão, 

Posso vê-la como o orvalho escorrendo
Pelos dedos despetalando palavras com som,
E também com sombra, mas a luminosidade passa vencendo

E como feixe de pombas contradança no ar, isso é muito bom,
Puro e raro de sentir. A noite tenta me envolver
Mas suas sombras se cansarão de insistir,

Pois as palavras têm luz, eu posso ver,
Iluminam as trevas do tempo que posso sentir,
Todos nós uma hora sentimos, e mente quem isso não admitir.

Somos humanos, uma hora perdemos até mesmo nosso sono,
Aí que se é preciso ouvir uma calmaria do tempo,
Ouvir lá fora ao silêncio um sino ao vento,

Somos folhas voando ao sonar de invento num vôo de fuga insano,
E para onde vamos neste sonho? Responde a si, para onde vamos?


Luiz Rosa Jr.