quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sangraremos sempre em palavras, nas veias os versos

Compór letras no vento manso já tarde
Enquanto o coração qual arde em fúria da tempestade
Risca apenas a pena leve que escreve com intensidade.

Uma vela acesa ardendo no meu peito
E tanta vida inda não vivida, tanta vida desencontrada,
Se existem amores de verdade eu já não sei quem são direito
E se são não podem ser por não dizer nada.

Nesse descompasso do tempo o sentimento
Murcha e acaba, já não sente ter asas nem sorrisos de invento.

Natural, e não sou o único, as palavras
Portanto não me faltam como muitos, tu de fato cravas
Na alma lanças todo dia vida nos fazendo sangrar, lavras

O sangue em letras vermelhas, rubras,
Por cima deste rio de palavras muitas pétalas de rosas,
Mas por baixo dele estão seus espinhos a trançar vertiginosa
Estória de cada poeta em dor, os descubra.

Descubra-os quem são quando uivos terríveis
Nos versos estão, lobos poetas sangramos vezes intraduzíveis. 

Luiz Rosa Jr.