quarta-feira, 13 de junho de 2012

Perdido Vale dos Mares das Novas Estações

Naquele Vale a nova canção flui soberana,
Abranda com os ventos as folhas leves e sem sono. . .
Dizem do que já amaram, do que se ama
Ou do que se amará, se viverá ao novo encontro,

Aquele com as novas estações, e amenas
Em que o sol brilha ora tão esplêndido e ora morno
Aos suavizares sussurrantes das serenas
Brisas que vem de horizontes ao suave conforto,

A nova canção sobrevoa o não raro Vale,
Em ecos sobe e declina em lágrimas de chuvas breves,
De saudades d'antes. Ecos de passagens leves

Cruzam o tempo pedindo que s’espalhe
Pelos campos verdes, sempre vindouros, e crescentes
Até as margens das luminosas águas presentes,

Leve posso sentir que meu barco avança
Pelas correntezas, e desce e sobe outros Vales a se mover,

Uma jornada, essa canção doce e mansa,
Uma luz radiante nessas águas a erguer tempos a envolver.

Luiz Rosa Jr.