sábado, 5 de fevereiro de 2011

Folha Escrita da Árvore do Poema

Vamos estar sempre aqui a narrar em verso o tempo,
Uns já estiveram, outros certamente virão,
Par’amar, errar, ou ter um simples pensamento.

Agora não posso dizer se estes poetas muito servirão
Pois nós pouco servimos, mas inda a velar
Insistimos sentimentos por nos rebelar e revelar.

A especular sobre o espetáculo da vida que dirão
Ou não em nossos versos nós peregrinamos a palavra,
E também a nossa inconstante alma qual se crava

Na folha da árvore do poema por vezes centenas.
Os ecos, memórias e sentimentos estão ora passando
Com ventos zéfiros com vozes velozes e cessando.

Se convém as vozes deles não sei, mas amenas
Já agora me fazem sonhar profundamente
No momento em que muito aprofundo minha mente

Que desmente no seu sonho a realidade e a vida
Que por ser tão dura e descabida se narra
No verso em fuga e liberdade sem nenhuma amarra.

Luiz Rosa Jr.