sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os violinos se arranham ao finito, e reverencio o tempo menino

Os violinos se arranham ao finito,
E reverencio o tempo menino dançante
Às estas nossas quimeras eras repito.

E se digo dance menino delirante
Sob nosso tempo, sobre estas árvores,
Aos inconstantes frescores e vapores

Do vento que pode sentir teus pés
A planar os horizontes livre e aberto como tu és.

Violinos em tons bastante rápidos,
Ecos num dia dos de chuva ao trânsito assistido

Numa cidade e umidade da floresta ao lado

Podem ser sentidos junto contigo
Enquanto tu te fazes num cinzento tempo alado,

Para canção passarinheira do dia inspirado.

Luiz Rosa Jr.